(imagem daqui)
Bibliofilia: Amor por livros e por ler. O Bibliófilo ama ler e sente devoção pelos livros, colecciona-os e admira-os.
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11/09/2013
04/09/2013
28/08/2013
10/07/2013
05/06/2013
15/05/2013
08/05/2013
01/05/2013
24/04/2013
17/04/2013
Bibliofilia pelo Mundo (VII) - Word on the Water
Word on the Water (Palavra sobre a água) é o nome desta original loja de livros em segunda mão. As suas instalações consistem de uma barcaça holandesa da década de 1920 completamente móvel, que viaja pelos canais de londres, lançando âncora por algumas semanas em diversos bairros e comunidades da cidade antes de seguir viagem novamente.
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A barca foi remodelada e o equipamento modernizado, mas os proprietários mantêm orgulhosamente uma decoração retro, que adiciona charme e uma aura de romantismo a esta livraria já de si tão fascinante. O seu conteúdo, além do equipamento de navegação, inclui dois gatos - Queenie and Kitty - cadeiras confortáveis para leitura, um fogão a lenha, um amplificador de som no telhado da barca (que serve de palco para actuação de musicais e leituras de obras) e estantes recheadas de livros.
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(foto de Rii Schroer) |
10/04/2013
03/04/2013
Estante à Quarta (36)
Para os bibliófilos com jeito para bricolage e com livros velhos e desinteressantes guardados.
(Publicado com detalhes aqui)
27/03/2013
Estante à Quarta (35)
Livros e bebés, corações bibliófilos a derreter.
(Imagem e detalhes do projecto August month-by-month no Making it Lovely, o blog da mãe do August)
20/03/2013
18/03/2013
A estante não faz o bibliófilo
Várias vezes nos últimos meses me apercebi de como a minha postura perante a aquisição de livros mudou no último ano, e o meu último post de aquisições deixou-me a reflectir sobre essa mudança. Não digo que gastasse fortunas em livrarias, até porque não teria como, mas quando comecei a trabalhar e a ganhar o meu próprio ordenado, e principalmente quando fui morar sozinha na minha própria casa, comecei a comprar livros a um ritmo muito superior ao meu ritmo de leitura, o que resultava num aumento constante da pilha de livros por ler. Até há um ano, fazia mais ou menos mensalmente pelo menos uma encomenda de livros online, Amazon, Book Depository, Fnac ou Saída de Emergência, poucas vezes comprava livros por impulso, mas aproveitava promoções e descontos quando estes surgiam e valiam a pena. Desde ofertas de livros na compra de outros, vales de desconto, promoções online, livros em segunda mão ou feiras do livro, aproveitava sempre que o valor compensava e o livro me interessava. Para ler de seguida ou mais tarde, fui enchendo a estante de livros lidos e para ler.
Isso nunca me incomodou. Sempre olhei para a coisa como um investimento, além duma paixão. Como qualquer bibliófilo, nunca deixei de comprar um livro porque ainda tinha muitos para ler em casa (isso não faz sentido nenhum), e nunca achei que era altura de ter menos livros, pelo contrário.
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The Bookworm - Carl Spitzweg, 1850 |
Quando não os estava a ler, dava por mim simplesmente a olhar pasmada para as minhas estantes repletas e a pensar como as lombadas eram bonitas todas alinhadas, como os volumes das minhas sagas favoritas ficavam tão bem todos juntos e de como a sala seria tão mais triste sem livros. A sensação maravilhosa de orgulho parvo de alguém entrar em minha casa e exclamar com admiração "Uau! Tantos livros!"
Nunca vivi numa casa sem livros. Os meus pais sempre nos rodearam de livros e conhecimento enquanto crescíamos e continuei a rodear-me de livros na vida adulta. Aos 18 anos, deixei a terra natal e levei comigo os livros que eram apenas meus e não da casa (muito poucos, resultado de uma infância e adolescência passadas a ler e reler livros emprestados de amigos e bibliotecas). No Porto, mudei de casa inúmeras vezes e de cada vez etiquetei mais caixas com "livros" do que na vez anterior. Na minha última mudança, a mais drástica de todas, foi obviamente difícil separar-me da família, amigos e gatas, mas esteve tudo envolto no véu do entusiasmo com os preparativos e preparações nos meses anteriores. Foi quando a minha avó me ajudava a empacotar os meus mais de 400 livros que de repente se tornou real: estava a deixar a minha casa para trás.
Apercebi-me subitamente que os livros sempre me deram a familiar sensação de estar em casa. Levei os meus livros juntamente com as minhas gatinhas para a casa dos meus pais, por isso posso literalmente dizer "Home is where your books are".
Passei disto:
(fotos péssimas tiras à pressa e sem luz!)Para isto:
(incluindo livros do namorado)
Depois da separação física que acabei de dramatizar aqui, tenho de admitir que já não consigo comprar livros com a mesma leveza com que o fazia antes. Numa altura em que muita gente deixa de comprar livros por razões de orçamento, eu tenho as condições mas tenho outras reticências.
Estou numa casa diferente, num país diferente, e sabendo que estarei por aqui por agora, também sei que não vou ficar aqui para sempre. Tenho o meu Kindle maravilhoso e adorado, que me facilita a vida de leitora desterrada como nunca imaginei, mesmo quando choramingava que o queria. Por cada livro que compro surgem-me as questões: "Vou poder levar-te comigo se decidir mudar outra vez?", "Vou ter de te deixar para trás?", "Cabes na bagagem de mão?", "Vou-te levar se tiver de escolher entre ti e a máquina de café?".
Como não sei como responder a estas perguntas, a maioria das vezes decido não comprar. Ainda assim, sempre que vou a casa tento trazer pelo menos um livro, dando preferência a livros em português. Ao longo de um ano e ultrapassando as limitações de peso e dimensões de bagagem das companhias aéreas (por vezes com batota descarada), alguns dos livros "arquivados" foram regressando ao regaço de sua dona.
Se por um lado não posso encher-me de livros dos quais posso ter de me desfazer, por outro já não preciso de ter livros, de os possuir fisicamente e sempre mais. Cada nova compra é um misto de vontade de o ler, preço e oportunidade, e também de recordação. Compro livros de autores favoritos, em locais especiais, quando me fazem pensar em alguém. Sinto-me triste por não ter a minha biblioteca comigo (por vezes sinto saudades dos meus livros, sim, isso mesmo, agora pensem o que quiserem!),mas ao mesmo tempo sinto que evoluí no meu percurso de leitora. Já não preciso (tanto) do conforto físico dos livros para saber que os adoro. Não preciso de ter uma biblioteca enorme para ser uma bibliófila.
A minha biblioteca viajou de volta para a terra natal, desta vez sem mim. Eu continuo a fazê-la crescer do outro lado da fronteira, e qualquer dia junto as estantes outra vez.
13/03/2013
06/03/2013
Bibliofilia pelo Mundo (VI) - Shakespeare & Co.
Na margem esquerda do Seine, a dois minutos de marcha de Notre Dame, encontramos uma das livrarias mais famosas do mundo, a Shakespeare and Company.
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Continuando uma tradição de partilha de livros e experiência de leitura da parte do seu fundador, Shakespeare and Company foi desde o início um lugar de encontro de autores, artistas e pensadores de língua inglesa na boémia Paris. São inúmeros os autores famosos que frequentaram, pernoitaram e compraram livros neste pequeno apartamento de dois andares transformado em livraria.
Ainda hoje é uma influência na cultura literária, promovendo encontros de escritores e leitores, realizando workshops e conversas em redor de livros, incentivando publicações independentes e diversas actividades culturais.
Além de uma referência cultural, a Shakespeare and Company tornou-se ao longo das décadas desde a sua abertura também uma referência turística em Paris. A localização privilegiada permite aos visitantes desinformados de uma zona nobre de Paris descobrir uma encantadora e histórica livraria no meio de dezenas de artistas de rua e bancas de livros usados, quase como uma gravura antiga típica de um postal.

Num espaço acolhedor e convidativo, ladeado por um pequeno jardim, com uma fonte antiga no passeio mesmo em frente, as luzes coloridas penduradas entre os ramos das árvores, a famosa fachada amarela e verde, este canto bibliófilo seduz imediatamente, e isto tudo é antes de ver os livros.
Em plena calçada, caixas de livros usados a preços fantásticos, livros antigos em pilhas numa mesa, expositores gastos repletos de livros também eles bem lidos e até prateleiras na parede, sem faltar o conjunto de mesa e cadeiras à entrada da loja, para folhear livros com calma.
Na verdade existem duas livrarias, a famosa e generalista, e mesmo ao lado, no mesmo edifício e com aparente ligação interior, encontramos a loja especializada em livros raros e antigos. Uma versão alfarrabista da Shakespeare and Company, que permanece vazia e sossegada, em oposição à "loja-mãe".
Não cheguei a entrar na loja de livros raros mas enquanto investigava no exterior as pilhas de livros pouco valiosos, mas de encadernação antiga em couro, descobri na montra maravilhas como uma primeira edição de Pictures by J. R. Tolkien, de 1979 (120€), uma primeira edição do Le Petit Prince,de 1943 (150€) ou um conjunto dos 14 livros de James Bond de Ian Fleming nas suas publicações originais, de 1953-66 (395€).
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Em ambas as lojas, quer na fachada quer no interior (pelas paredes fora, em degraus de escada e vãos de portas), encontram-se citações de livros ou declarações atribuídas a autores famosos. Há nas paredes e nas estantes recortes de jornais, ilustrações, notas de leitores maravilhados, peças de merchandising de livros, fotos de autores na livraria com o proprietário ou simplesmente fotos autografadas e posters de filmes baseados em livros (o grafismo do site oficial da livraria é feito com imagens estes recordes e citações).
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Há lugar para um piano rodeado de sofás-cama e almofadas (estava uma rapariga a tocar e a cantar em francês enquanto lá estive!), inúmeros cantinhos de leitura feitos a partir de camas ou sofás, forradas de estantes, cortinas e pilhas de livros, que terão acomodado os inúmeros escritores que por aqui passaram.
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E livros. Milhares e milhares e milhares de livros. Novos e usados, recentes e antigos, todos os géneros, livros obscuros, best sellers e clássicos. Nesta livraria as paredes parecem feitas de livros, tal é a quantidade caótica de exemplares. O espaço é ínfimo, e a divisão das pequenas salas por estantes repletas para proporcionar mais superfície de exposição origina corredores estreitos onde é preciso ter cuidado para não atirar livros ao chão.
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No meio de tudo isto, o difícil foi escolher um livro para comprar nesta mítica livraria. Assim que entrei perdi imediatamente a noção da minha wishlist, tantos livros à minha volta que me deixaram embriagada! Depois de escolher o livro, consegui localizar a caixa de pagamento no meio de tantas estantes e pessoas, e acabei por comprar esta edição linda de um livro que tenciono ler há anos (e o facto de ser pequeno cumpria os requisitos da minha bagagem já lotada), The Great Gatsby, e pedi o carimbo da praxe na primeira página.
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Uma das livrarias mais famosas do mundo, palco e tema de várias histórias, filmes e livros, e sem dúvida um lugar apaixonante para qualquer bibliófilo.
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