Bibliofilia: Amor por livros e por ler. O Bibliófilo ama ler e sente devoção pelos livros, colecciona-os e admira-os.
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17/05/2013

Leitura temática - Escócia medieval

Quem me conhece sabe que tenho um fascínio quase infantil com a época medieval. Há quem tenha um interesse académico, estude e seja especialista no tema (estou a olhar para vocês, Diana e Carla), mas no meu caso é apenas um interesse de quem sempre adorou História, castelos e reis e rainhas. Qualquer livro ou filme com cenário medieval tem à partida interesse, e deliro com feiras medievais e castelos no geral.

Como leitora, isso reflecte-se na eleição dos meus géneros favoritos, aqueles cuja leitura me enche as medidas, mesmo sem os considerar os melhores livros de sempre: Romance histórico e Fantasia (sendo que a esmagadora maioria dos livros destes géneros têm como base a cultura medieval europeia).

Em antecipação a uma viagem à Escócia, enquanto pesquisava os locais de interesse, factos históricos e paisagens, fiquei com vontade de ler um livro cuja acção se passasse por lá, para entrar no ambiente da viagem (Castelos!). Após uma rápida pesquisa por títulos, verifiquei sem surpresas que os livros que me chamaram à atenção foram os romances históricos. Sabe-se lá porquê, passei demasiado tempo sem ler um livro deste género, e decidi imediatamente fazer uma leitura temática sobre a Escócia medieval, não necessariamente histórias passadas na Escócia mas também com personagens escocesas ou envolvendo de alguma forma a História da Escócia. A ideia era ler estes livros antes de ir, mas a lista de livros foi crescendo, transformando o "estágio pré-viagem" numa leitura temática por tempo indefinido.



Não é um desafio, é mais uma forma de me divertir enquanto regresso a este género querido, e talvez convencer mais leitores a fazer o mesmo ou experimentarem-no pela primeira vez. Sugestões são bem vindas!
Assim sendo, aqui fica uma lista de alguns dos livros que encontrei, dos quais provavelmente não vou ler  posso não ler todos, já que tendo em conta que estes livros são todos calhamaços de mais de 500 páginas, posso desenvolver sintomas de overdose. 




The Winter Sea, Susanna Kearsley (lido)

Queen Hereafter, Susan Fraser King (a ler)

The Other Queen, Phillipa Gregory (lido)

White Rose Rebel , Janet Paisley (lido)

The White Mare, Jules Watson

Outlander, by Diana Gabaldon 

On a Highland Shore, Kathleen Givens

The Forgotten Queen, D.L. Bogdan

Blue Bells of Scotland, Laura Vosika 

Mary Queen of Scotland & The Isles, Margaret George

Lady Of The Glen, Jennifer Roberson

Immortal Queen: Mary Queen of Scots, Elizabeth Byrd








Facto engraçado descoberto aquando da minha pesquisa de livros passados na Escócia, e para referência futura: romances entre donzelas e Highlanders musculados de kilt são, por alguma razão, bastante populares.


04/01/2013

2012 vs 2013


Numa altura em que se multiplicam na net os balanços do ano que passou e as resoluções para 2013, pode parecer um pouco estranho vir falar de resoluções de ano novo num blog que esteve quase um ano parado. 

A verdade é que, como é óbvio, a vida de um blog se rege pela vida da(s) pessoas(s) por trás dele, e a revolução (quase literal) que teve lugar na minha vida pessoal, começando depois do meio de 2011, deixou muito pouco espaço para leituras, a net em geral, e o blog, por arrasto. Faltou tempo e disponibilidade, mas sobretudo faltou vontade. 

Em vez de fazer um balanço tradicional do ano que passou, prefiro fazer uma comparação global e estabelecer perspectivas, uma espécie de one-on-one destes dois anos rivais, um 2012 vs 2013. Ora vejamos... Ready, set, go!

No início de 2012 dei por falhado um compromisso literário e fechei o desafio do Goodreads de 2011 sem o ter completado.Quiçá devido a praticamente não ter lido na segunda metade do ano anterior, e sem grande entusiasmo para reverter essa situação. No início de 2013 estabeleci o desafio deste ano para um nível superior ao que consegui completar em 2012. Talvez seja uma meta ambiciosa, mas só demonstra como estou cheia de vontade de ler coisas. A vontade é realista, a concretização logo se vê.

Em 2012 li 32 livros. Em 2013 tenciono ler 40.

Desses 32, 5 foram graphic novels. Em 2012 por esta altura não tinha quase nenhum registo de graphic novels nas minhas estantes. Por esta altura tenho uma lista crescente de volumes interessantes para ler/adquirir. 

Durante 2012 procurei deliberadamente livros mais curtos, e em resultado, li menos páginas do que no ano anterior. Já em 2013 já volto a sentir a minha velha e fatal atracção por calhamaços. 

Em Janeiro de 2012 estava a preparar-me para mudar de emprego, cidade e país, e comecei a perder a minha assiduidade na net. No início de 2013 estou instalada e finalmente a normalizar rotinas e hábitos antigos. 

Durante 2012 publiquei apenas duas opiniões. Escrevi outras 11, mas por algum motivo não senti vontade de publicar. Algumas vão ser publicadas em 2013. 

No ano passado por esta altura os novos modelos Kindle da Amazon ainda eram novidade, e eu andava há meses a choramingar que queria um kindle, um qualquer! Umas semanas depois chorava, desta vez a sério, ao abrir a embalagem da Amazon mais valiosa de sempre. Não apenas pelo Kindle 4 que continha, pelos livros pessoalmente seleccionados e oferecidos, mas muito especialmente por vir a transbordar de carinho e amizade. Dizem que tanta amizade não cabe numa caixa da Amazon, mas graças a 40 pessoas fantásticas, espalhou-se pela internet, via Twitter, e por uma vez, enganou bem. Este ano por esta altura, 13 dos 32 livros que li foram no meu Kindle, mais 3 foram divididos entre formato digital e físico ao longo da leitura. 

No início de 2012, ainda não sabia, mas ia ouvir nesse ano 9 audiobooks. Até 2012 ouvia livros a passar a ferro e a caminhar, agora oiço também enquanto cozinho, faço bolos, ando de bicicleta por Barcelona e para abafar os ruidosos clientes do supermercado enquanto faço compras. 

No ano passado esperava ler livros em português e inglês, este ano ambiciono ler também em espanhol. 

Em Janeiro de 2012 fiz um top dos melhores do ano. Em Janeiro de 2013 chego à conclusão que ler menos pode ser bom, quando se fazem boas escolhas. Ainda assim, no meio de várias surpresas agradáveis e confirmações deliciosas, com dificuldade destaco, sem ordem especial, os 5 livros que mais me marcaram em 2012:




A Vida de Pi, Yann Martel
Pequena Abelha, Chris Cleave
The Help, Kathryn Stockett
Habibi, Craig Thompson
As Mentiras de Locke Lamora, Scott Lynch

Não consigo dizer quantos livros comprei até Janeiro de 2012. Desde aí até Janeiro de 2013 comprei apenas 7.

Em 2012 não tive qualquer expectativa ou motivação para este espaço. Em 2013, sem prometer para não ficar sem cumprir, vou deixar andar sem que se torne uma obrigação, e para que o que partilho seja o melhor.

Em 2012 este blog tinha um design, agora tem outro.

Para 2013 vou jogar ao Book Bingo da WhiteLady3 e Companhia, porque em 2012 não arrisquei desafio algum (o do GR não conta).

Há um ano estava a viver numa casa recheada com os meus mais de 400 livros, a grande maioria por ler. Hoje a minha nova biblioteca tem cerca de 30 livros, o triplo do que tinha em Março de 2012. 
A maioria ainda por ler. 

Entre 2012 e 2013 muita coisa mudou, mas há coisas que nunca mudam. 

30/03/2011

Nota do Tradutor

A partir de hoje, quando der a minha opinião dos livros lidos, passarei a atribuir também uma nota ao tradutor, da mesma forma que dou ao livro. Porque uma má tradução pode estragar um bom livro, mas uma boa tradução pode revelar-se uma mais valia para os leitores estrangeiros, também merecem receber os louros pelo seu trabalho (ou receber nota negativa, se for o caso).
Já comecei com a opinião publicada há minutos, O Traficante de Armas, de Hugh Laurie, em que a boa tradução foi determinante para manter a voz humorística do autor. 

21/01/2011

Microsoft Office Word no Blogger


Este post foi criado de raiz no Word e publicado directamente no blog pelo Word.

Deu-me para explorar a função "Criar novo artigo de Blogue"… Foi só associar à minha conta do Blogger (demorei uns segundos a identificar o host do meu blog como o Bloguista o.O) e não é que a coisa resulta mesmo? Sou mesmo noob nisto dos blogs!

I win!


ps- É claro que a razão pela qual eu estava a criar um novo documento no Word era para trabalhar em vez de andar a blogar, mas pronto!

30/12/2010

Balanço 2010

Pois é, final de ano e tal.. 
Já que, no que aos livros diz respeito, já fiz as resoluções de ano novo, só me falta fazer o balanço de 2010. Sem mais delongas:

2010 foi o ano do Acordo Ortográfico. Apesar de ainda não estar em vigor, o (des)acordo chegou este ano e causou muito pânico aos amantes da Língua Portuguesa e da literatura, aos mais patrióticos ou aos simples cidadãos. Eu paniquei. Eu admito. Paniquei, e paniquei bem. (oh oh, esta palavra não existe nem no acordo nem fora dele, mas qualquer dia já existe, porque a Língua é mutável eheh. À excepção do Latim, claro, e às tantas é por isso que lhe chamam uma língua morta). Revoltei-me e reclamei, e voltei a revoltar-me com pérolas do género: "eu vou continuar a escrever como quero!" e "eu vou escrever sempre facto com o 'c'!". Mas isso descobri eu depois. Foi quando me disseram: E ainda bem, até porque de facto, facto escreve-se facto. Com acordo ou sem ele. Oh diabo... pensei eu, afinal ando enganada.

Porque a internet é uma fonte de informação inesgotável (entre outras coisas), e eu estou sempre a aprender com ela. Ou melhor, com outras pessoas melhor informadas que eu, com as quais me meto à conversa na net. A minha opinião em relação ao Acordo amadureceu, e o pânico foi-se. A culpa da minha ansiedade inicial, acuso e aponto o dedo, foi da catastrófica comunicação social, que desinforma habilmente a população. Acredito que não "vamos passar a escrever em brasileiro", nem de perto nem de longe. As alterações não são assim tão gigantes e são perfeitamente naturais. Li uns 3 ou 4 livros (pelo menos) traduzidos para a Língua Portuguesa ao abrigo das novas regras do Acordo, e só num deles é que me apercebi claramente das alterações. Outro houve em que me apercebi, mas apenas porque a meio da leitura soube que já estava escrito com as novas regras, e tratei de escaranfunchar todos os parágrafos daí em diante à procura dos "c" invisíveis, que acabei obviamente por encontrar.

Se preferia que as coisas se mantivessem iguais? Claro. Mas não acho que seja motivo para pânico nem revoltas, muito menos arritmias literárias, principalmente porque ninguém vai ser obrigado a escrever segundo as novas regras, e as grafias anteriores ao Acordo serão aceites na mesma e consideradas igualmente correctas. 
Em suma, eu e praticamente toda a gente da minha geração e anteriores, vamos continuar a escrever como aprendemos e achamos bem. Quer seja porque somos contra ou porque burro velho não aprende línguas. Mas as gerações mais novas vão aprender na escola uma grafia mais adequada ao português que falam e que se falará nas próximas décadas.


Quanto à leitura per capita, e voltando ao balanço...

Li 43 livros em 2010. Mais do que em 2009 certamente, apesar de ter sido a primeira vez que contabilizei. 
Considerando o aumento na quantidade de literatura por metro quadrado cá de casa, e também das leituras per capita, devo dizer que em termos que quantidade não foi um ano nada mau. 

Igualmente, em termos de qualidade, 2010 foi um ano de boa colheita, por assim dizer.  Li excelentes livros ao longo deste ano. Alguns, não tenho dúvidas, tornar-se-ão com o tempo em favoritos de sempre. Apesar de todos os esforços, também li alguns livros que foram perdas de tempo. Nunca se consegue escapar totalmente às uvas podres, e pior são aquelas que até tinham bom aspecto.  
Segue a lista, no meu entender, claro:


O Melhor de 2010: 

(sem ordem definida)

A Sombra do Vento, Carlos Ruiz Zafón
Os Leões de Al-Rassan, Guy Gavriel Kay
A Canção de Kali, Dan Simmons
Duna, Frank Herbert
Os Homens que Odeiam as Mulheres, Stieg Larsson
A Rapariga que Sonhava com uma Lata de Gasolina e um Fósforo, Stieg Larsson
A Mulher do Viajante no Tempo, Audrey Niffenegger
O Físico, Noah Gordon
O Dardo de Kushiel e A Marca de Kushiel, de Jacqueline Carey
A Senhora de Shalador, Anne Bishop

O muito mau:
(vulgo, por que raio é que eu li isto?)
Darwinia, Robert Charles Wilson
Comer, Orar, Amar, Elizabeth Gilbert

As surpresas positivas:
Guerra Mundial Z, Max Brooks
Eu Sou a Lenda, Richard Matheson
A Canção de Kali, Dan Simmons

As desilusões:
Pátria, R. A. Salvatore
O Mago, Raymond E. Feist
O Evangelho do Enforcado, David Soares
O Festim dos Corvos, George R. R. Martin



A lista completa está na página Leituras 2010, no topo do blog. Lamentavelmente, só li 3 livros de autores portugueses. Pergunto-me: como é possível!? Que vergonha! É um dos objectivos para 2011, sem dúvida! Nunca se publicou tanto livro em Portugal, e as editoras estão a apostar, e bem, em jovens autores portugueses, principalmente no género do fantástico (tão inflamado nos dias que correm!). Há vários nomes de novos autores (alguns novos para mim, e outros verdadeiros estreantes) que tenho debaixo de olho, e não apenas por serem portugueses, mas porque me parecem verdadeiramente bons. E não se pode desperdiçar o talento nacional. Há que ter em atenção o PIB e comprar nacional.

Falando em PIB.. Quanto ao balanço financeiro do vício... Não quero fazê-lo! Até porque ainda quero ler muitos livros antes de morrer, e se fizesse as contas ainda entrava em paragem cardio-respiratória e a gata da foto ficava orfã, e ela não gosta de mais ninguém a não ser eu (e mesmo assim é só às vezes hihi).

Fica apenas a nota, pequenina, que tenho uma boa pilha para ler, e tenciono acabar com ela em 2011 (serve?). Ah, e que as minhas estantes estão cada vez mais bonitas :)

Desejo a todos umas excelentes entradas em 2011, e boas leituras.

22/12/2010

Boas Festas

A Bibliófila deseja-vos umas Festas Felizes, com momentos bem passados e muitos presentes na estan.. er.. no sapatinho! 
^.^