Esta é uma questão fácil. Os livros que tenho são na sua maioria do género fantástico (e são também dominados por uma ou duas editoras específicas), e esse é também o género literário que mais leio. Também leio bastante romances históricos e contemporâneos, e esses também dominam na minha estante, a seguir aos livro de fantástico.
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17/11/2011
Booking Through Thursdays - Categoria
Dos livros que tens, qual é a maior categoria/género? Também é categoria que mais lês?
12/08/2011
Booking Through Thursday – Semana Nacional do Livro
Estamos na Semana Nacional do Livro (algures no mundo, em Portugal nem por isso). Agarra o livro mais próximo de ti. Vai à página 56. Copia a 5.ª frase. Tradução da Célia M.
"Craster married all his daughters."
p. 56, A Dance with Dragons, George R. R. Martin.
05/08/2011
Booking Through Thursday - Antecipação
Qual foi o último livro que estavas mesmo entusiasmada para ler?
E estavas entusiasmada por antecipação, ou o entusiasmo cresceu com a leitura?
Há algum livro pelo qual estejas entusiasmada neste momento?
Bom, acho que desde sempre fiquei verdadeiramente entusiasmada com livros. Espero ansiosamente os lançamentos dos novos livros dos meus autores favoritos. Lembro-me de adoptar a estratégia de trazer as continuações da biblioteca quando escolhia um primeiro livro, para não sofrer a ressaca. Lembro-me também muito claramente de ter terminado o primeiro Harry Potter e ter implorado aos meus pais que comprassem o segundo no dia seguinte. Coisa que eles fizeram, tendo sido prontamente devorado nesse sábado (sim, lembro-me que foi um sábado...)
Normalmente fico animada mesmo antes da leitura, e se esse entusiasmo se mantém ou não já depende do livro.
Acho que o primeiro livro pelo qual fiquei mesmo muito entusiasmada, foi um livro da Juliet Marillier. Terminei O Filho de Thor, e fiquei maravilhada com aquele final, e ao mesmo tempo devastada por não existir continuação. Foi nessa altura que mandei um email à escritora, a perguntar se existiria continuação do livro. Com a sua resposta simpática e super rápida, rendi-me à senhora, à internet, aos fóruns e ao fandom! Foi essa a minha primeira compra online (dos meus pais hihihi) de livros, e o Foxmask veio directamente da Austrália. Estava indiscritivelmente entusiasmada com o livro, e esteve completamente ao nível das expectativas.
Outro livro que me entusiasmou recente, foi A Dance with Dragons, de George R. R. Martin. Ainda não o terminei, mas algum do entusiasmo esmoreceu e muito. Costumo dizer que expectativas demasiado elevadas são o suficiente para estragar uma leitura. Ainda não terminei, ainda estou para ver o que me reserva.
Neste momento estou super entusiasmada para iniciar a releitura conjunta da saga Harry Potter!
28/07/2011
Booking Through Thursday — Coruja
Qual foi a hora mais tardia que ficaste acordada a ler um livro? Ficar a ler a até tarde é algo usual para ti?
Acho que sou uma pessoa naturalmente noctívaga. Facilmente fico acordada pela noite dentro, enquanto que levantar da cama de manhã já é outra conversa. A ler, então, as horas passam.
Desde que me lembro, fico a ler pela madrugada adentro. Ainda a noite passada desliguei a luz às 5.50 (eu juro que só ia ler um capítulo!), e adoro ler nesta parte da noite. Acho que leio melhor, me dá mais gozo e tenho mais prazer na leitura, principalmente quando o livro me agarra desta forma. É-me muito familiar a sensação de ter os olhos a picar de cansaço e quase a fechar, lutando contra o esforço de continuar uma leitura fascinante. Acho que o mais tarde foi até ser de manhã mesmo, tipo 8h.
Tenho memória de livros muito marcantes para mim terem sido lidos na hora da coruja. Agora que trabalho, a facilidade em ficar acordada até tarde não é tão grande, mas de vez em quando lá me deixo levar.
21/07/2011
Booking Through Thursday — Repetições

Qual foi o primeiro livro que leste mais do que uma vez? (assumindo que há pelo menos um)
Qual o livro que já releste mais vezes.
Bem, não consigo lembrar-me do primeiro livro que li mais do que uma vez. Suspeito que terá sido provavelmente o primeiro livro que li. Durante a infância e adolescência relia muito os meus (poucos) livros. Perco a conta ao número de vezes que reli alguns dos meus livros infantis, todos os do Asterix e tio Patinhas que havia lá em casa, outros livros requisitados repetidamente na biblioteca, os Harry Potters, livros de contos, etc, dos quais falei aqui.
Mas julgo que, e sem contar essas releituras mais infantis, o livro que mais vezes li (quer de fio a pavio, quer apenas capítulos, passagens ou partes) é o Filho das Sombras, da Juliet Marillier (que ainda permanece um dos meus livros favoritos de sempre) , seguido do Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, da J. K. Rowling.
15/07/2011
Booking Through Thursday — Biografias
Existem tantas biografias más. Preferias ler uma biografia de escrita pobre sobre uma vida fascinante ou uma biografia extremente bem escrita, de leitura agradável, acerca de uma vida não tão interessante?
Não costumo ler muitas biografias, mas recentemente até o fiz. Li um livro sobre Aristides de Sousa Mendes, e insiro-o na primeira categoria: um livro mal escrito sobre uma pessoa interessante. Gostei de ler sobre essa personalidade mas a escrita custou-me. Fiquei com vontade de ler outro livro sobre ele.
Por outro lado, acho que um bom escritor conseguirá criar uma leitura interessante, mesmo se a personalidade em causa não o seja tanto. Acredito que haja biografias capazes de mudar a nossa percepção acerca da pessoa, mas será que essa avaliação será com base na personalidade e não na escrita?
Idealmente, obviamente preferiria uma biografia interessante e bem escrita. Caso não fosse possível, dependeria do objectivo da leitura, se apenas para entretenimento ou com genuíno interesse pela personalidade em análise.
01/07/2011
Booking Through Thursday — Tamanho importa
Quão grande já esteve a tua biblioteca pessoal? Qual o maior número de livros que já tiveste numa dada altura?
A tua colecção é maior agora do que alguma vez esteve? Ou já diminuiu?
Qual o menor numero de livros que já tiveste? (sem contar os anos antes de leres)
Bom, posso seguramente dizer que a minha biblioteca pessoal está no seu pico, nunca tive mais livros do que tenho agora. Poderia contar com os anos em que morei em casa dos meus pais, mas nunca considero esses livros "meus", mas sim comunitários, familiares. Caso contrário, teria de considerar que tenho agora um terço do que há em casa dos meus pais. Não sei exactamente quantos livros tenho, o Goodreads diz que são cerca de 400 livros, mas há alguns que já não tenho, e outros que andam espalhados por casa dos meus pais (mas são mesmo meus).
Acho que posso dizer que a altura em que tive menos livros "meus" foi até pouco tempo antes de ter saído de casa dos meus pais: lia muitos livros emprestados e de bibliotecas, e como já disse, nunca considerei os livros lá de casa como meus (apesar de ter roubado alguns para a minha estante ehehe). Com a mudança de cidade comecei a comprar mais livros.
23/06/2011
Booking Through Thursday — Banda Sonora
Que tipo de música ouves enquanto lês ? (se ouvires, e se puderes escolher, claro)
Raramente oiço música enquanto leio. Curiosamente consigo abstrair-me de ruídos de fundo como conversas nos transportes, mas quando oiço música tenho tendência a distrair-me principalmente se tiver letra.
Por vezes, muito raramente, se estiver num local onde não me consigo isolar das conversas à minha volta posso ouvir música, mas sempre instrumental.
Raramente oiço música enquanto leio. Curiosamente consigo abstrair-me de ruídos de fundo como conversas nos transportes, mas quando oiço música tenho tendência a distrair-me principalmente se tiver letra.
Por vezes, muito raramente, se estiver num local onde não me consigo isolar das conversas à minha volta posso ouvir música, mas sempre instrumental.
09/06/2011
Booking Through Thursday — Comprado ou emprestado?
Considerando iguais condições (dinheiro, espaço, etc), preferes ter cópias dos livros que lês? Ou podes emprestado?
Sem limitações de dinheiro e espaço, sem dúvida que gostaria de ter na minha biblioteca todos os livros que li/leio. Adoro uma estante recheada, que me faz sentir bem vinda em qualquer sala. Apesar disso, durante muito tempo fui sobrevivendo à base de empréstimos de bibliotecas (de amigos e públicas), e talvez por isso agora sinto-me um pouco possessiva em relação aos livros. Prefiro tê-los na minha estante, disponíveis para voltar a folheá-los se me apetecer, principalmente se tiver gostado muito da leitura. Tenho sempre relutância em aceitar empréstimos (porque se gostar já sei que vou querer tê-lo!), mas por outro lado nunca hesito em emprestá-los a outras pessoas.
Se não tivesse nenhuma limitação, certamente que não leria livros emprestados, mas adoro o hábito de trocar livros com amigos, emprestar, fazer recomendações. Adoro fazer um livro viajar por outras mãos e sentir que proporcionou bons momentos a outras pessoas além de mim. Desde que volte para as minhas mãos são e salvo, claro.
02/06/2011
Booking Through Thursday — Resenhas/Opiniões
Costumas ler resenhas de livros? Em quais é que confias? Afectam os teus hábitos de leitura? As tuas compras?
Sim, leio bastantes opiniões de livros, feitas por outros leitores. Posso mesmo dizer que actualmente é o principal factor influenciador das minhas escolhas de leitura, e consequentemente, das minhas compras. Na net tem-se acesso a uma interminável quantidade de opiniões, quer em blogs, fóruns, em sites como o Goodreads, etc. Como tudo na internet, é importante ser selectivo na escolha da informação, e não confio em todas as opiniões que leio (quando a maioria são contraditórias, seria complicado confiar em todas). Tenho sempre uma atenção particular às opiniões de alguns bloggers que sei que partilham em grande medida os meus gostos. É claro que por vezes surgem algumas diferenças nas opiniões, porque acima de tudo cada opinião exprime um gosto pessoal, mas a maioria das vezes essas opiniões acabam por coincidir com as minhas.
Com tantos livros para ler, e tão pouco tempo, hoje em dia é praticamente impossível eu apostar num livro sem ter tido algum tipo de feedback positivo de outros leitores em cujo julgamento confio, a não ser que conheça o autor.
26/05/2011
Booking Through Thursday — Rotina
Alguma vez sentiste que entraste numa espécie de rotina nas tuas leituras? Que não varias o suficiente? Que precisas de sair do ninho, abrir as asas literárias e explorar outros géneros, sabores, estilos?
Considero que o fantástico e os romances históricos se encontram no topo das minhas preferências literárias, e de facto sinto um pouco que leio muito dentro destes géneros. Foi por essa razão que me decidi por um Compromisso Literário para este ano. Até agora está a correr bem, mas confesso que este compromisso é bastante soft porque inclui muita coisa que eu naturalmente já leria (a ideia era também contribuir para o extermínio da Pilha).
Tenho cada vez mais vontade de ler coisas diferentes e conhecer autores novos, mas a verdade é que nunca olhei demasiado para o rótulo de género que vem estampado nas obras, e cada vez menos o faço.
05/05/2011
Booking Through Thursday — Fora dos cinemas
E o inverso da pergunta da semana passada. Nomeia um livro do qual esperas que nunca, mas nunca, se faça um filme (por melhor que fosse esse filme).
Acho que não existe nenhum livro em particular do qual não queira ver um filme. A única razão para isso seria o receio de ver os meus livros favoritos transformados em maus filmes, e nesse caso a resposta seria a mesma da semana passada.
28/04/2011
Booking Through Thursday — Em breve, num cinema perto de si
Se pudesses ver um livro transformado no filme perfeito - um que iria captar no ecrã tudo aquilo que tu adoras, os personagens, o estilo, o sentimento, a estória - que livro escolherias?
Bom, antes de mais, vou considerar uma trilogia como um livro, para este efeito. Adoraria ver na tela a trilogia Sevenwaters, da Juliet Marillier, mas teria de ser como sugere o desafio: perfeito e capaz de captar tudo!
Mais difícil ainda de adaptar seria outra trilogia, a das Jóias Negras, de Anne Bishop, quase impossível, diria.
Também gostava de ver uma adaptação de Os Leões de Al-Rassan, de Guy Gavriel Kay ou d'A Rapariga que Roubava Livros.
Não sei se já foi feita alguma adaptação do Diário de Anne Frank... Também gostaria de ver.
21/04/2011
Booking Through Thursday — Capa
Consegues julgar um livro pela capa?
A sério, alguém consegue? Todos o fazemos, claro, mas esse julgamento é obviamente sujeito a falha.
Muitas vezes numa livraria é a capa que nos prende os olhos e nos faz pegar num livro. Se o compro apenas pela capa? Não. Acho que a única vez que o fiz, o livro custava 2€, ou seja, fosse qual fosse a qualidade do conteúdo, o estrago não seria grande.
É sempre bom quando os livros que gostamos têm capas bonitas, que nos regalam os olhos ainda fechados. Mas a verdade é que há por aí tanto livro bom com capa horrível, e vice versa. Mas considero mais incómoda a moda de elaborar capas bastante semelhantes a outras de livros populares do mesmo género. Parece que de repente as livrarias estão cheias de livros iguais.
É verdade que os olhos também comem, mas digam-me, escolhem uma guloseima pela embalagem? :)
A sério, alguém consegue? Todos o fazemos, claro, mas esse julgamento é obviamente sujeito a falha.
Muitas vezes numa livraria é a capa que nos prende os olhos e nos faz pegar num livro. Se o compro apenas pela capa? Não. Acho que a única vez que o fiz, o livro custava 2€, ou seja, fosse qual fosse a qualidade do conteúdo, o estrago não seria grande.
É sempre bom quando os livros que gostamos têm capas bonitas, que nos regalam os olhos ainda fechados. Mas a verdade é que há por aí tanto livro bom com capa horrível, e vice versa. Mas considero mais incómoda a moda de elaborar capas bastante semelhantes a outras de livros populares do mesmo género. Parece que de repente as livrarias estão cheias de livros iguais.
É verdade que os olhos também comem, mas digam-me, escolhem uma guloseima pela embalagem? :)
14/04/2011
Booking Through Thursday — Personalidade
Relacionado com a pergunta da semana passada –
Estava no outro dia a ler uma citação de JFK Jr, que disse que na morte da sua mãe, ela estava rodeada pela família, amigos e pelos seus livros. Aparentemente, os livros de Jackie eram em muito uma parte dela, da sua personalidade, do seu ser. Até há pouco tempo, uma pessoa podia observar a tua estante e ficar a saber muito acerca de ti – quais são os os teus interesses, a tua faixa de temas, autores favoritos, quanto lês (ou pelo menos quantos livros compras).
No entanto isto está a mudar cada vez mais. As pessoas já não estão a comprar tantos livros como os que requisitam nas bibliotecas. Ou lendo-os nos seus leitores de e-books ou computadores. Não há nada físico nas estantes que diga aos estranhos em tua casa, para o melhor ou para o pior, quem tu és.
Achas que é uma coisa boa? Má? Discutam!
Sinceramente acho que, pelo menos à minha volta esta questão ainda não se coloca de forma tão evidente como descrita (acho muito mais flagrante, por exemplo, o caso das fotos digitais, que muitas vezes ficam no pc ou numa pen, nunca chegando a conhecer uma moldura. Se entrarem em minha casa podem pensar que sou uma pessoa solitária e sem família, porque não há um único retrato exposto). É verdade que muito mais gente tem começado a aumentar os empréstimos de bibliotecas em detrimento da compra de alguns livros. É também verdade que muita gente tem adquirido recentemente e-book readers, mas também acho que os livros que se tornam especiais e nos marcam, acabam por encontrar sempre um caminho para a nossa estante. Muitos dos livros que mais me marcaram foram lidos emprestados de amigas, e acabei por os ir adquirindo. Alguns demoraram 10 anos a chegar à minha estante, outros ainda hão-de cá vir parar no futuro.
Além disso, existem cada vez mais plataformas virtuais dedicadas à leitura, e podemos ver a estante de uma pessoa sem entrar em sua casa. E essa estante contém não apenas os livros que possui mas todos os que leu e não tem, e os que tem e não leu. Os blogs são um bom exemplo disso mesmo, e particularmente no mundo virtual da internet, em que não conhecemos a maioria das pessoas fora dela, julgamos muito uma pessoa pelos seus livros e leituras. É por aí que nos relacionamos e encontramos pontos em comum nos interesses e gostos (daí que não ache nada estranho quando me dizem que o melhor amigo de alguém foi conhecido pela internet, mas isso é discussão para outra altura). Particularmente em relação aos e-books, acho que uma pessoa que investe numa nova tecnologia de leitura tem uma maior probabilidade de usar as novas tecnologias para partilhar as suas leituras e opiniões (seja em blogs ou outras plataformas), não só com as pessoas que visitam a sua casa, mas potencialmente com o mundo.
07/04/2011
Booking Through Thursday — Visível
Colocas os livros que tens (sejam quantos forem) à vista, para todo o mundo ver (pelo menos o mundo que entra na tua sala)? Ou mantém-los escondidos no escritório, no quarto, na biblioteca ou noutro sítio menos “público”?
Tenho a maioria dos meus livros na sala, e alguns na estante embutida na parede do hall de entrada, portanto qualquer pessoa que entra em casa vê logo esse, e as portas de vidro da sala deixam ver a estante. Não é que os tenha nesses sítios por algum motivo especial: os livros do hall de entrada estão lá porque essa estante não é móvel, e tem a profundidade perfeita para os paperbacks em inglês e livros de bolso em português, por isso estão todos juntinhos por lá. A sala é o local mais natural para ter as estantes (não tenho escritório), e sem dúvida que acho que uma parede cheia de estantes será a decoração mais bonita dessa divisão.
Tenho outra estante pequena no quarto, que além de servir de móvel de aparelhagem, aparador e mais uma infinidade de coisas, tem um dos cubos com livros técnicos e revistas. Escolhi esses para o quarto não apenas por uma questão de organização, mas porque preferi manter os mais bonitos na sala, onde os posso ver eu própria, mais do que mostrá-los.
Se bem que me apaixono por divisões forradas de livros, obviamente não é essa a razão pela qual os adquiro.
31/03/2011
BTT - Leituras insólitas
Depois de um interregno na semana passada, volto ao BTT esta semana:
Se és como eu, cresceste a ler tudo o que encontras, desde caixas de cereais enquanto tomas o pequeno almoço a jornais que estão a ser lidos por outras pessoas ou os títulos das revistas quando entras numa loja.
Qual foi a coisa mais estranha que leste (E não me refiro a livros, revistas, contos, poemas ou artigos)?
Eu já li isso tudo! Caixas de cereais, incluindo os jogos infantis que alguns trazem, e de tudo o que estiver embalado em redor do meu pequeno almoço, incluindo o rótulo do pacote de leite, a composição da comida da gata, ou as instruções da máquina de café, pela milésima vez.... o.O
Tenho o vício horrível de, assim que detecto alguém a ler um livro em público, imediatamente tentar descobrir qual é, quer seja a ler as margens, o próprio texto ou mesmo pôr-me em posições parvas para espreitar as capas (ai que comichão no pé me deu de repente). Digo vício horrível porque, além de ser ridículo, eu detesto que o façam comigo. Quando sinto olhares por cima do meu ombro tento esconder o livro de olhares invasores (o que não impede que continue a invadir os livros dos outros!). Se alguém estiver a estudar no comboio, não descanso enquanto não descubro qual a cadeira...
Normalmente tenho uma revista no WC para evitar estes momentos de crise. O pior é quando só há o catálogo do Ikea (que texto tem muito pouco), e tenho de escolher entre ler as características de toda a gama Billy ou os rótulos das embalagens de champô e gel de banho, bulas de medicamentos, etc.
Quando vou na rua leio tudo, desde os estampados na roupa das pessoas, a cartazes e títulos de revistas/jornais nas mãos de outrem ou nos expositores. Já para não falar das placas nas estradas (não sou condutora, portanto nem tenho obrigação de ler), graffitis e/ou stencils (alguns são bem engraçados) ou publicidade e anúncios de imobiliária nos prédios e as moradas das lojas nos sacos de compras (é verdade....). Quando vou aos correios levantar encomendas e apanho o autocarro a seguir, as primeiras paragens são passadas a ler tudo o que está no envelope, incluindo os gatafunhos específicos dos serviços postais.
Enfim, acho que leio tudo o que os meus olhos apanham, mas isso é normal, acho eu. Se bem que às vezes vou na rua com pessoas que não se apercebem de ter passado por determinado cartaz ou anúncio...
Acho que a coisa mais estranha que já li.... pensei que eram os pacotes de cereais e os rótulos de champô, mas parece que não!... Foram sms's de pessoas nos autocarros. Pronto, eu admito, já li mensagens de pessoas totalmente estranhas. Não é de propósito. As pessoas estão com os telemóveis na mão a escrever ou a ler, aquilo faz barulho, o meu reflexo é seguir o som, e pimbas! Já olhei, já li! Não consigo evitar, e até fico com vergonha. Já sabem, se virem uma jovem com ar teimoso a tentar ler o vosso livro, tenham cuidado porque posso ser eu, e a seguir leio-vos as mensagens!
Comecei este post com um sentimento de "afinal não sou só eu", mas depois desta enumeração toda começo a pensar que sou um bocado doente....
17/03/2011
Booking Through Thursday — Be strong Japan
Mas temas para romances são retirados dos títulos das notícias a toda a hora. Ou então acontecimentos da vida real fazem lembrar ficção (quer sejam “acreditáveis” ou não) acerca da qual lemos mas nunca esperámos testemunhar. Ou então a vida real torna-se tão inacreditável que expande o nosso sentido de realidade.
Não consigo lembrar-me de uma pergunta concreta para fazer, mas pensando na teoria da ficção, em como pode afectar ou ser afectado por acontecimentos do mundo real, poder funcionar como efeito-tampão ao lidar com os horríveis acontecimentos das noticias, e a ter de facto que enfrentar esse horror. Então... O que acontece quando a linha entre ficção e realidade se torna demasiado ténue? Discutam!
A verdade é que não sei muito bem o que dizer acerca disto. Até estava para nem participar esta semana…
E uma das razões para isso é o facto de ser muito mais fácil lidar com acontecimentos desta gravidade e seriedade quando podemos fechar o livro e não pensar nos efeitos tão devastadores que significam. Por outro lado, em termos de emotividade, acho que mais facilmente nos perdemos nas páginas de um livro, e sentimos a aflição das personagens como nossas quando não passa de ficção. Certamente não deixo de me sentir tocada quando os acontecimentos são reais e concretos, quando envolvem pessoas reais e concretas. Mas penso que o choque da realidade da tragédia actua como uma espécie de filtro de emoções. É demasiado sério, demasiado terrível para imaginar. O mesmo acontece em livros de não ficção. Apesar de chorar em livros e filmes com facilidade e de não me importar com isso, quando li o livro Vendidas, de Zana Muhsen, não derramei uma lágrima. Ao ler aquela história, que sabia real e absolutamente verdadeira em todos os pormenores mais impressionantes, senti-me muitas vezes como um zombie, em choque. Depois da fase da incredulidade, o que senti foi uma profunda revolta e uma solidariedade genuína por aquelas e outras mulheres que sei que existem nas mesmas circunstâncias. Era demasiado sério para sentir pena. Emocionei-me com a realidade daqueles relatos e desejei poder mudar o mundo.
Tal como aí, a situação do Japão é demasiado séria para considerar seja o que for. Ao ver aquelas imagens horríveis e assustadoras senti por uns minutos uma incredulidade seguida de pânico interior. Parece que é como dizem, uma desgraça nunca vem só, e é isso que dá um toque tão irreal à tragédia. Se fosse um filme seria inverosímil. O que vou dizer a seguir pode ser considerado um ultraje, mas não me interpretem mal. No meio de tanta tragédia, a única sorte foi tamanha devastação ter ocorrido aos japoneses. Não conheço todos os povos do mundo, nem sequer conheço assim tão bem os japoneses, mas sei que se há povo capaz de recuperar desta calamidade, são o povo do Japão. Séculos e séculos de perseverança de uma cultura que luta contra a hostilidade da natureza, e que tem profundamente enraizado nas pessoas o sentimento de entre-ajuda, de construir a ordem e trabalhar para o bem comum. Nunca estive no Japão, mas li e ouvi relatos de estrangeiros maravilhados com esta cultura e vejo-o nos filmes, nas reportagens, e nos autores japoneses.
Ao mesmo tempo, são pessoas que não exteriorizam o sofrimento, de forma a não perturbar a ordem global. E mesmo quando esse sofrimento é terrível, como certamente o é agora, procuraram continuar com ordem e com força. São pessoas muito fortes e com uma mentalidade que lhes permite ultrapassar muitas dificuldades antes de se lembrarem de se lamentar. É por essa razão que estou convicta que este país se vai reconstruir mais rapidamente do que qualquer outro, e é graças à força das suas pessoas.
Be strong Japan.
10/03/2011
Booking Through Thursday — Multi tarefas
Fazes várias coisas enquanto lês? Tais como mexer comida que está no fogão, lavar os dentes, ver televisão, costurar, caminhar, etc.?
Ou sou só eu, e tu sentas-te e não fazes mais nada a não ser focares-te no que estás a ler?
(Ou, se fazes ambos, porquê, quando, e qual preferes?)
Bem, ler quanto cozinho não iria resultar nada bem para a comida nem para o livro!
Ou sou só eu, e tu sentas-te e não fazes mais nada a não ser focares-te no que estás a ler?
(Ou, se fazes ambos, porquê, quando, e qual preferes?)
Bem, ler quanto cozinho não iria resultar nada bem para a comida nem para o livro!
Normalmente não preciso de muito sossego para ler, mas por vezes distraio-me com o som da TV, por isso costumo ler com ela em mute, e vou dando uma espreitadela de vez em quando, e a mesma coisa com o computador. Leio nos transportes públicos, no meio de toda aquela confusão e barulho, e confesso que muitas vezes quando saio e o livro está cativante, leio enquanto caminho (não façam isto em casa se não tiverem uma boa visão periférica). Sempre tive o hábito de ler às refeições, e com o passar dos anos desenvolvi o vício inverso: comer enquanto leio. Cá em casa há, infelizmente, sempre algum petisco pouco saudável e altamente calórico para acompanhar as minhas leituras.
Recentemente e devido a testemunhos de bloggers, tenho pensado cada vez mais em audiobooks, e em como gostaria de ouvir livros enquanto arrumo coisas em casa, caminho na rua (lavo os dentes, cozinho, costuro). Tanto que me pus a pesquisar sobre o assunto. O meu maior problema é saber por onde experimentar (nunca ouvi um livro sem ser em criança), por isso estou perdida. Suponho que em breve vos falarei disso.
03/03/2011
BTT - Batota
Fazes batota e espreitas o fim dos livros? (Vá lá, sê honesta)
Excelente questão. Eu, nunca! Abomino spoilers e sou capaz de cortar relações com amigos queridos devido a sessões intencionais de spoilers. Em discussões animadas de filmes e livros começo a gritar "Spoiler Alert" quando alguém se entusiasma. Em leituras mais entusiasmantes, os meus olhos querem saltar uns parágrafos, e acabo por ler umas linhas à frente (depois volto para trás, e depois volto a avançar), e quando isso acontece até tenho o hábito de pegar no marcador de livros ou num papel e tapar as linhas abaixo do que estou a ler.
Às vezes nem sinopses leio. Quando confio nas opiniões e gosto do autor, nunca leio a sinopse. Acho que às vezes revelam demasiado.
Mas é uma questão pertinente porque conheço quem faça batota.Tenho uma amiga que lê as primeiras e as últimas linhas (se possível, a página) de todos os livros que compra, e outra que tem o hábito de quando a leitura está naquela fase em que não se sabe como é possível aquilo acabar bem, não resiste a ir ler as últimas páginas. E ainda outra que adora ir à net ler o que vai acontecer nos livros que anda a ler. Acho que são doentes :)
Mas pronto, como a pergunta pede honestidade, tenho de confessar que li a última frase de um livro, assim que o comprei e antes de o começar a ler. Foi o Harry Potter and the Deathly Hallows. Tinha havido uma discussão online antes do lançamento do livro, acerca de qual seria a última palavra do último livro do Harry Potter. Algumas pessoas tinham lido aquelas cópias piratas e falsas, e diziam que era "scar", ao mesmo tempo que revelavam uma série de barbaridades que supostamente aconteciam no livro. Não resisti a verificar qual era a última palavra, mas os meus olhos leram a última frase completa, e nunca mais me esqueci: *SPOILER* "All was well."
Excelente questão. Eu, nunca! Abomino spoilers e sou capaz de cortar relações com amigos queridos devido a sessões intencionais de spoilers. Em discussões animadas de filmes e livros começo a gritar "Spoiler Alert" quando alguém se entusiasma. Em leituras mais entusiasmantes, os meus olhos querem saltar uns parágrafos, e acabo por ler umas linhas à frente (depois volto para trás, e depois volto a avançar), e quando isso acontece até tenho o hábito de pegar no marcador de livros ou num papel e tapar as linhas abaixo do que estou a ler.
Às vezes nem sinopses leio. Quando confio nas opiniões e gosto do autor, nunca leio a sinopse. Acho que às vezes revelam demasiado.
Mas é uma questão pertinente porque conheço quem faça batota.Tenho uma amiga que lê as primeiras e as últimas linhas (se possível, a página) de todos os livros que compra, e outra que tem o hábito de quando a leitura está naquela fase em que não se sabe como é possível aquilo acabar bem, não resiste a ir ler as últimas páginas. E ainda outra que adora ir à net ler o que vai acontecer nos livros que anda a ler. Acho que são doentes :)
Mas pronto, como a pergunta pede honestidade, tenho de confessar que li a última frase de um livro, assim que o comprei e antes de o começar a ler. Foi o Harry Potter and the Deathly Hallows. Tinha havido uma discussão online antes do lançamento do livro, acerca de qual seria a última palavra do último livro do Harry Potter. Algumas pessoas tinham lido aquelas cópias piratas e falsas, e diziam que era "scar", ao mesmo tempo que revelavam uma série de barbaridades que supostamente aconteciam no livro. Não resisti a verificar qual era a última palavra, mas os meus olhos leram a última frase completa, e nunca mais me esqueci: *SPOILER* "All was well."
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