Bibliofilia: Amor por livros e por ler. O Bibliófilo ama ler e sente devoção pelos livros, colecciona-os e admira-os.

31/12/2010

Aquisições de Dezembro

No último dia do mês, e também o é do ano, faço o balanço das aquisições de Dezembro. Não me posso queixar, o Natal foi bom para mim, ou devo dizer que os meus familiares foram bons para mim. Este ano recebi livros! Weee! 
Entre ofertas e compras pessoais, apresento-vos os recém-chegados à Pilha:



Com a revista Visão, por 1,90€: O Estranho Caso de Benjamin Button, de F. S. Fitzgerald e Precious, de Sapphire. 
A Caixa em Forma de Coração, Joe Hill
A Senhora de Shalador, Anne Bishop (lido)
O Homem do Castelo Alto (lido). A encomenda foi de Novembro, mas os livros só chegaram em Dezembro.



As ofertas:
Flashman, A Odisseia de um Cobarde, George MacDonald Fraser (oferta na compra dos dois anteriores)
A Luz Miserável, de David Soares (passatempo Esmíuça o Livro)

As Prendas de Natal:
Os Pilares da Terra, Ken Follet
A Lança do Deserto, Peter V. Brett
Deixa-me Entrar, John Ajvide Lindqvyst
Servidão Humana, Somerset Maugham
A Rainha no Palácio das Correntes de Ar, Stieg Larsson

Confirma-se que a pilha das ofertas é bastante superior à das compras, o que indica que estou no bom caminho. 

Todo este volume literário muito bem guardado pela fera de serviço, por isso nada a temer :)

30/12/2010

Balanço 2010

Pois é, final de ano e tal.. 
Já que, no que aos livros diz respeito, já fiz as resoluções de ano novo, só me falta fazer o balanço de 2010. Sem mais delongas:

2010 foi o ano do Acordo Ortográfico. Apesar de ainda não estar em vigor, o (des)acordo chegou este ano e causou muito pânico aos amantes da Língua Portuguesa e da literatura, aos mais patrióticos ou aos simples cidadãos. Eu paniquei. Eu admito. Paniquei, e paniquei bem. (oh oh, esta palavra não existe nem no acordo nem fora dele, mas qualquer dia já existe, porque a Língua é mutável eheh. À excepção do Latim, claro, e às tantas é por isso que lhe chamam uma língua morta). Revoltei-me e reclamei, e voltei a revoltar-me com pérolas do género: "eu vou continuar a escrever como quero!" e "eu vou escrever sempre facto com o 'c'!". Mas isso descobri eu depois. Foi quando me disseram: E ainda bem, até porque de facto, facto escreve-se facto. Com acordo ou sem ele. Oh diabo... pensei eu, afinal ando enganada.

Porque a internet é uma fonte de informação inesgotável (entre outras coisas), e eu estou sempre a aprender com ela. Ou melhor, com outras pessoas melhor informadas que eu, com as quais me meto à conversa na net. A minha opinião em relação ao Acordo amadureceu, e o pânico foi-se. A culpa da minha ansiedade inicial, acuso e aponto o dedo, foi da catastrófica comunicação social, que desinforma habilmente a população. Acredito que não "vamos passar a escrever em brasileiro", nem de perto nem de longe. As alterações não são assim tão gigantes e são perfeitamente naturais. Li uns 3 ou 4 livros (pelo menos) traduzidos para a Língua Portuguesa ao abrigo das novas regras do Acordo, e só num deles é que me apercebi claramente das alterações. Outro houve em que me apercebi, mas apenas porque a meio da leitura soube que já estava escrito com as novas regras, e tratei de escaranfunchar todos os parágrafos daí em diante à procura dos "c" invisíveis, que acabei obviamente por encontrar.

Se preferia que as coisas se mantivessem iguais? Claro. Mas não acho que seja motivo para pânico nem revoltas, muito menos arritmias literárias, principalmente porque ninguém vai ser obrigado a escrever segundo as novas regras, e as grafias anteriores ao Acordo serão aceites na mesma e consideradas igualmente correctas. 
Em suma, eu e praticamente toda a gente da minha geração e anteriores, vamos continuar a escrever como aprendemos e achamos bem. Quer seja porque somos contra ou porque burro velho não aprende línguas. Mas as gerações mais novas vão aprender na escola uma grafia mais adequada ao português que falam e que se falará nas próximas décadas.


Quanto à leitura per capita, e voltando ao balanço...

Li 43 livros em 2010. Mais do que em 2009 certamente, apesar de ter sido a primeira vez que contabilizei. 
Considerando o aumento na quantidade de literatura por metro quadrado cá de casa, e também das leituras per capita, devo dizer que em termos que quantidade não foi um ano nada mau. 

Igualmente, em termos de qualidade, 2010 foi um ano de boa colheita, por assim dizer.  Li excelentes livros ao longo deste ano. Alguns, não tenho dúvidas, tornar-se-ão com o tempo em favoritos de sempre. Apesar de todos os esforços, também li alguns livros que foram perdas de tempo. Nunca se consegue escapar totalmente às uvas podres, e pior são aquelas que até tinham bom aspecto.  
Segue a lista, no meu entender, claro:


O Melhor de 2010: 

(sem ordem definida)

A Sombra do Vento, Carlos Ruiz Zafón
Os Leões de Al-Rassan, Guy Gavriel Kay
A Canção de Kali, Dan Simmons
Duna, Frank Herbert
Os Homens que Odeiam as Mulheres, Stieg Larsson
A Rapariga que Sonhava com uma Lata de Gasolina e um Fósforo, Stieg Larsson
A Mulher do Viajante no Tempo, Audrey Niffenegger
O Físico, Noah Gordon
O Dardo de Kushiel e A Marca de Kushiel, de Jacqueline Carey
A Senhora de Shalador, Anne Bishop

O muito mau:
(vulgo, por que raio é que eu li isto?)
Darwinia, Robert Charles Wilson
Comer, Orar, Amar, Elizabeth Gilbert

As surpresas positivas:
Guerra Mundial Z, Max Brooks
Eu Sou a Lenda, Richard Matheson
A Canção de Kali, Dan Simmons

As desilusões:
Pátria, R. A. Salvatore
O Mago, Raymond E. Feist
O Evangelho do Enforcado, David Soares
O Festim dos Corvos, George R. R. Martin



A lista completa está na página Leituras 2010, no topo do blog. Lamentavelmente, só li 3 livros de autores portugueses. Pergunto-me: como é possível!? Que vergonha! É um dos objectivos para 2011, sem dúvida! Nunca se publicou tanto livro em Portugal, e as editoras estão a apostar, e bem, em jovens autores portugueses, principalmente no género do fantástico (tão inflamado nos dias que correm!). Há vários nomes de novos autores (alguns novos para mim, e outros verdadeiros estreantes) que tenho debaixo de olho, e não apenas por serem portugueses, mas porque me parecem verdadeiramente bons. E não se pode desperdiçar o talento nacional. Há que ter em atenção o PIB e comprar nacional.

Falando em PIB.. Quanto ao balanço financeiro do vício... Não quero fazê-lo! Até porque ainda quero ler muitos livros antes de morrer, e se fizesse as contas ainda entrava em paragem cardio-respiratória e a gata da foto ficava orfã, e ela não gosta de mais ninguém a não ser eu (e mesmo assim é só às vezes hihi).

Fica apenas a nota, pequenina, que tenho uma boa pilha para ler, e tenciono acabar com ela em 2011 (serve?). Ah, e que as minhas estantes estão cada vez mais bonitas :)

Desejo a todos umas excelentes entradas em 2011, e boas leituras.

27/12/2010

Pátria, R. A. Salvatore




Pátria, R. A. Salvatore
Título original: Homeland
Núm. páginas: 304
Editora: Saída de Emergência

Sinopse: Nas profundezas da terra e rodeada de trevas eternas, esconde-se a imensa cidade proibida de Menzoberranzan. Habitada pelos drows, os temidos elfos negros, Menzoberranzan é governada por um complexo sistema de Casas em constante batalha. No meio de uma dessas batalhas nasce uma criança com olhos cor púrpura. A criança, Drizzt Do'Urden, destinada a tornar-se príncipe de uma das Casas, cresce num mundo vil onde a sua própria família não hesita em conspirar, trair e assassinar. Surpreendentemente, Drizzt desenvolve um sentido de honra e justiça completamente estranho à sua cidade. Mas haverá lugar para ele num mundo onde a crueldade é a maior virtude? Venha descobrir Drizzt, o elfo negro, uma das personagens mais lendárias da fantasia. E acompanhe-o na épica e intrépida jornada para longe de um mundo onde não tem lugar... em busca de outro, na superfície, onde talvez nunca o aceitem.



Opinião: Menzoberranzan é a enorme e subterrânea cidade, domínio dos Drows, os elfos negros. Nesta sociedade malévola e negra, tudo é permitido, até arrancar olhos, desde que não se seja apanhado. Começamos a história numa altura que antecede o nascimento do herói desta história, mas os acontecimentos que levam ao nascimento e crescimento desta criança são forjados na verdadeira essência dos Drow: Drizzt Do’Urden nasce no seio da batalha de extermínio de uma casa rival da sua família, sendo a energia e a força provenientes do parto canalizadas para a batalha pelas sacerdotisas que são sua a mãe e suas irmãs. O bebé deveria ter sido sacrificado à terrível deusa das aranhas, Lolth, em nome da batalha, mas no meio de vitória e assassínio, é permitido que viva. 

Mas este rapaz que nasce de olhos púrpura cedo se revela diferente dos restantes drow, e não apenas na cor dos olhos. Guerreiro excepcional e jovem inteligente, Drizzt surpreende pelo seu sentido de honra e coração pleno de luz, num subterrâneo mundo de escuridão. 

Este livro faz parte de uma trilogia que tem como cenário o universo de fantasia Forgotten Realms, que é um universo do jogo RPG (Role Playing Game) Dungeons & Dragons (D&D). Este foi o meu primeiro contacto com o universo D&D, que nunca joguei. No entanto, arrisco dizer que a muitos dos jogos RPG de fantasia que foram lançados na última década ou mais foram de alguma forma influenciados por D&D. Já passei muitas e muitas horas em jogos de fantasia, e muitos deles RPG’s, e sou uma apreciadora do género.

Neste caso em particular, ao contrário do que muitas vezes acontece, foi o jogo que deu origem aos livros, e eu senti isso tão claramente enquanto lia, que se me tivessem dito não teria acreditado. Houve ocasiões na leitura em que ficava com a nítida sensação de que deveria preparar as teclas das skills para a batalha que se antecipava. Foi uma sensação deveras estranha (nunca pensei em vir a “ler um jogo”), mas não foi de todo negativa. Se há coisa que os melhores RPG’s de fantasia têm é um universo bastante complexo e bem estruturado, com personagens bem construídas e com carisma. E como tal, também tudo isso tem este Pátria. 


A sua personagem principal, Drizzt cativou-me desde o início, bem como as intrigas da sociedade dos Drow, em Menzoberranzan (e fora dela) e a sua fiel companheira Guenhwyvar, a pantera de ónix. 

Apesar de todos estes pontos positivos, senti que de alguma forma o livro deixou algo a desejar. Talvez esperasse algo mais literário e mais profundo. Gostei desta leitura, e irei sem hesitação ler a continuação quando se proporcionar, mas posso dizer que ficou abaixo das minhas expectativas. Mas recomendo a qualquer amante de fantasia. Uma nota muito positiva para as cenas de lutas, com descrições precisas e detalhadas, sem serem exaustivas e aborrecidas. 

O melhor: Dritzz Do’Urden (a personagem e o nome).
O pior: O ritmo arrastado da primeira metade do livro.


3/5 - Gostei

22/12/2010

Boas Festas

A Bibliófila deseja-vos umas Festas Felizes, com momentos bem passados e muitos presentes na estan.. er.. no sapatinho! 
^.^ 





21/12/2010

Compromisso Literário 2011


Com o ano quase a acabar as chamadas resoluções de Ano Novo começam a surgir como cogumelos, e como este espaço também é terreno fértil, eu também tenho algumas!

1. Em primeiro lugar, gostava de ler mais. Há tantos livros que quero ler, e tão pouco tempo para o fazer. Já dizia o poeta… Li em 2010 mais do que li em 2009, e espero que a tendência se mantenha.

E agora começam as resoluções em cadeia.

2. Relacionada com a resolução anterior, decidi que vou (tentar) exterminar a minha lista de livros por ler que tenho cá em casa. A Pilha, como carinhosamente a chamo, já tem andares a mais!

3. Além de ler mais, gostaria de variar mais as minhas leituras. Como fan de fantasia que sou, reconheço que acabo por me manter muito agarrada a este género. Como tal, à semelhança de outros blogs, vou impor a mim própria uma relativa variabilidade de obras e autores.

Atribuí a cada mês um tema/género, por uma ordem totalmente aleatória (à excepção de Dezembro), tentando ao máximo variar as minhas leituras e ao mesmo tempo aproveitar os livros que já tenho na estante. Sim, porque a última resolução literária para 2011, que vai de encontro à nr 2, é diminuir a compra de livros. Vai ser difícil resistir às promoções malucas que as lojas online e editoras andam sempre a fazer ultimamente (o que é que lhes deu?!), mas eu sou mais forte que os senhores do departamento de marketing!

Deixo aqui o meu compromisso literário de 2011. Em breve farei a lista (mais ou menos) definitiva dos livros que tenho por cá em cada um dos géneros. No fim do ano logo veremos se cumpri o meu compromisso!

1 - Autores Sul-Americanos
2- Policial/Thriller
3- Divulgação Científica
4- Romance Histórico Português
5- Ficção Cientifica
6 - Autores da Nova Geração de 70
7 - Terror
8 - Romance
9 - Clássico Universal
10 - Nobel da Literatura
11 - Não Ficção
12 - Novidades 2011

Mas eu continuo a querer ler fantasia (e muitas novidades apetitosas se esperam em 2011), e quaisquer outros títulos que me seduzam em determinado momento. Reparei que leio, em média, 4 livros por mês. Tendo isso em conta, comprometo-me a ler pelo menos um “livro temático” por mês, dois sempre que possível. Mantendo assim o tempo livre para o que me apetecer ler. Era capaz de começar a experienciar sintomas físicos de ressaca ao fim de uns 45 dias sem fantasia.
Vamos ver no que isto vai dar. Sintam-se à vontade para fazer sugestões ou alinhar!

Boas leituras