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07/03/2011

A Rainha no Palácio das Correntes de Ar

A Rainha no Palácio das Correntes de Ar, Stieg Larsson (Millenium #3)

Título original: Luftslottet som sprängdes
Tradutor: (do inglês) Mário Dias Correia
Nº de páginas: 720
Editora: Oceanos (2009)


Sinopse: Lisbeth Salander sobreviveu aos ferimentos de que foi vítima, mas não tem razões para sorrir: o seu estado de saúde inspira cuidados e terá de permanecer várias semanas no hospital, completamente impossibilitada de se movimentar e agir. As acusações que recaem sobre ela levaram a polícia a mantê-la incontactável. Lisbeth sente-se sitiada e, como se isto não bastasse, vê-se ainda confrontada com outro problema: o pai, que a odeia e que ela feriu à machadada, encontra-se no mesmo hospital com ferimentos menos graves e intenções mais maquiavélicas… Entretanto, mantêm-se as movimentações secretas de alguns elementos da Säpo, a polícia de segurança sueca. Para se manter incógnita, esta gente que actua na sombra está determinada a eliminar todos os que se atravessam no seu caminho. Mas nem tudo podia ser mau: Lisbeth pode contar com Mikael Blomkvist que, para a ilibar, prepara um artigo sobre a conspiração que visa silenciá-la para sempre. E Mikael Blomkvist também não está sozinho nesta cruzada: Dragan Armanskij, o inspector Bublanski, Anika Gianini, entre outros, unem esforços para que se faça justiça. E Erika Berger? Será que Mikael pode contar com a sua ajuda, agora que também ela está a ser ameaçada? E quem é Rosa Figuerola, a bela mulher que seduz Mikael Blomkvist?

Opinião: Depois da maneira arrebatadora e atordoante como termina o segundo livro desta trilogia Millenium, estava ansiosa por deitar as mãos a este terceiro e derradeiro livro. Alguns elementos mantêm-se: Lisbeth continua em maus lençóis com a justiça e a sociedade suecas, e Mikael Blomkvist continua a ser um verdadeiro amigo desinteressado. Fervoroso jornalista que se mantém empenhado em desvendar toda a conspiração que envolve a morte dos seus dois amigos e a personagem misteriosa Zala, e acaba por juntar as peças que ligam Lisbeth Salander à conspiração.

O livro começa muito bem, precisamente no ponto em que terminou o anterior, e no mesmo ritmo. No entanto, com Lisbeth hospitalizada e ao mesmo tempo detida por vários crimes, a narrativa envereda por um caminho diferente, liderado essencialmente por personagens secundárias (mas importantes) e pela investigação a partir de vários pontos de abordagem.
Entra-se então numa fase que considerei algo aborrecida, mas que admito essencial para que o leitor considere verosímil aquele que será o apogeu deste livro. Este chega com o final da investigação, com vários núcleos diferentes de investigação envolvendo várias personagens, seguido do julgamento de Lisbeth Salander.

Além deste apogeu que considerei brilhante, algumas notas que considerei muito positivas prendem-se com as personagens. Primeiro, Lisbeth Salander, claro. Sendo esta mulher o ponto forte da trilogia e a razão pela qual ela existe, este livro não podia deixar de ser afectado pelo facto desta personagem se ver impedida pelas circunstâncias de “actuar” e de brilhar sendo simplesmente Lisbeth. Mas apesar de tudo mais perto do final temos oportunidade de ver mais uma vez os seus talentos. Gostei também da derivação da narrativa da investigação para a perspectiva paralela dos desafios a Erika Berger. Não só temos a oportunidade de conhecer melhor esta personagem, que se revela ainda mais interessante, como também proporciona a intervenção de outras personagens femininas.

Estes foram os pontos que me fizeram adorar este livro, mas também há notas negativas. Já referi acima uma parte mais enfadonha que explica o funcionamento da polícia secreta sueca, mas que não só é útil como essencial para perceber toda a evolução da conspiração. A outra parte, achei essencialmente dispensável, é a “porra do Super Blomkvist”, aka, engatatão barrigudo de serviço. Sim, ele é fantástico e tudo isso, mas satura um bocado estar sempre a saber que ele, juntamente com a sua ausência de boa forma física, tendência abusiva de se envolver em situações perigosas e/ou escandalosas, capacidade de ficar dias sem dar sinais de vida e incapacidade para qualquer compromisso emocional, são extremamente sensuais e qualquer mulher se sente irrevogavelmente atraída sexualmente para este sueco.

Tirando isso, gostei muito deste livro, mas não tanto como dos dois primeiros. É pena pensar que poderiam existir dez livros em vez de três, mas, ao contrário dos dois primeiros, que deixam o final totalmente dependente da continuação, este terceiro volume termina de uma forma bem “atada”, sem pontas soltas, mas deixa um espaço aberto à imaginação. É uma excelente conclusão para uma trilogia absolutamente recomendável.

O melhor: Lisbeth Salander, claro. O julgamento e a conspiração.
O Pior: Super Blomkvist vs Mikael Blomkvist

3/5 – Gostei.

07/12/2010

A Rapariga que Sonhava com Uma Lata de Gasolina e um Fósforo, Stieg Larsson


A Rapariga que Sonhava com Uma Lata de Gasolina e um Fósforo, Stieg Larsson
Editora: Oceanos
ISBN: 9789892303451


Sinopse: Depois do sucesso mundial de Os Homens Que Odeiam as Mulheres, o segundo volume da trilogia Millennium revela-se ainda mais empolgante. Enquanto Lisbeth Salander goza de uma vida aparentemente tranquila nas Caraíbas, Mikael Blomkvist, reabilitado, vitorioso, prepara um número especial da revista Millennium sobre um tema escaldante para algumas personalidades altamente colocadas: uma história sombria de prostitutas exportadas dos países de Leste. O livro que os muitos milhares de leitores de Stieg Larsson esperavam ansiosamente.




Opinião: Após a leitura do primeiro volume da trilogia Millenium, já parti para este livro com a certeza que seria mais uma dose de excelente literatura. Não sabia o quanto.

Encontramos Lisbeth Salander e Mikael Blomkvist algum tempo após os acontecimentos do livro anterior, cada um para seu lado, e cada um à sua maneira. 
No meio de uma investigação de uma rede de tráfico sexual de mulheres na Suécia prestes a expor uma série de personalidades importantes, 3 assassinatos definem o início de uma série de acontecimentos que deixam o leitor sem fôlego, mas sempre sôfrego pela página seguinte. 
Uma trama magnificamente tecida, com fios muito mais profundos e sérios do que podemos possivelmente imaginar, personagens habilmente construídas e tão reais que nos ligamos a elas. Lisbeth Salander é claramente a estrela mais brilhante, e apesar de ser uma jovem extremamente anti-social, tem a capacidade de cativar o leitor imediatamente. 

É sem dúvida um livro excelente que recomendo a toda a gente, especialmente a quem odeia os homens que odeiam as mulheres.

O melhor: Lisbeth
O pior: O final deixa-nos a arfar pela continuação!

5/5 - Excelente!